Fossil_Nodossauro
Cientistas descobrem última refeição de dinossauro fossilizada em seu estômago
07/06/2020

Em 2011 um grupo de mineradores encontraram no norte do Canadá um fóssil de dinossauro tão bem preservado que os cientistas foram capazes de identificar até a última refeição do espécime.

De acordo com pesquisadores do Museu Real Tyrrell de Paleontologia, da Universidade de Saskatchewan e da Universidade de Brandon, no Canadá, o fóssil – pertencente a um Nodossauro – espécie que integra o grupo dos anquilossauros ou “dinossauros blindados”, possuí cerca de 110 milhões de anos e pesa mais de 1.300 KG.

Após analises de seu interior, foi encontrado um estômago tão bem preservado que era possível identificar a última refeição do animal, composta por cerca de  88% de folhas e 12% de caules, ramos, sementes, pedaços de galhos e troncos de pelo menos 50 plantas diferentes.

A descoberta do conteúdo estomacal de um dinossauro preservado é extraordinariamente rara, e este órgão recuperado do nodossauro mumificado pela equipe do museu é de longe o estômago de dinossauro melhor preservado encontrado até hoje, disse Jim Basinger,da Universidade de Saskatchewan, um dos autores do estudo que foi publicado na revista Royal Society Publishing.

NodossauroFóssil do Nodossauro

Ainda segundo os pesquisadores, foram encontrado também 48 tipos de microfósseis como pólen e esporos, e uma “quantidade notável de carbono” de plantas queimadas, o que sugere que o nodossauro estava aproveitando a abundância de samambaias que geralmente surge em uma paisagem queimada.

Juntos, esses achados nos permitem fazer inferências sobre a ecologia do animal, incluindo o quão ele era seletivo na escolha das plantas que comia, e como ele pode ter explorado a regeneração dos incêndios florestais. Também ajudará a entender a digestão e fisiologia dos dinossauros”, disse o autor principal do estudo, Caleb Brown, do Museu Real Tyrrell.

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