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Período Cretáceo

O Período Cretáceo corresponde ao terceiro e último período da Era Mesozoica que durou de 135 a 65 milhões de anos. Dentre as principais características desse período temos a proliferação de espécies (animais e vegetais), além da separação de alguns continentes, como a África e a América do Sul, que anteriormente estavam unidos numa única massa continental denominada Pangeia.

Jurássico
Cretáceo

Essa separação continental foi muito importante na medida em que criou um isolamento geográfico, permitindo um maior desenvolvimento evolutivo das espécies com o surgimento de novos habitats.

A atividade vulcânica e os terremotos que ocorreram no período cretáceo, a partir da movimentação e do choque entre as placas tectônicas, foram muito importantes para a formação do relevo, por exemplo, de diversas cadeias montanhosas.

Jurássico
Jurássico

Portanto, foi no período cretáceo que muitos animais (desde mamíferos, aves, peixes, moluscos, anfíbios, répteis, insetos, etc.) se desenvolveram, sobretudo, os dinossauros, posto que esse período apresentou um aumento significativo de espécies desses répteis desde o período jurássico.

Durante o Cretáceo o clima era ligeiramente mais quente e umido do que hoje em dia. Não havia gelos nos pólos do planeta, mas a temperatura global era bem mais fria do que no Período Jurássico.

Cretáceo Clima
Animais Marinhos Cretáceo

Animais viviam por toda parte, mesmo em áreas mais frias. As temperaturas da água nos polos rondava os 14°C, o que permitia que gigantescos animais marinhos dominassem essa área.

Durante quase todo o período o clima se manteve equilibrado, até ocorrer o evento de extinção em massa que trouxe o "inverno nuclear" ao mundo.

Inverno Nuclear

A fauna do Cretáceo marcou o apogeu dos dinossauros. Estes grandes répteis dominavam completamente o mundo nesse período, estavam nos ares, nos mares e na terra. Eram os mais ferozes e maiores animais existentes.

Explosão dinossauros
Fauna Cretáceo

O Cretáceo é caracterizado por uma revolução na vida vegetal, com o súbito aparecimento de plantas com flores (angiospermas), como os ancestrais da faia, figueira, magnólia e sassafrás.

Flora Cretáceo
Libelula Cretáceo

No final do Cretáceo, essas plantas tornaram-se dominantes. Salgueiro, olmo, uva, louro, bétula, carvalho e bordo também apareceram, junto com a grama e as sequóias da Califórnia. Intimamente associado com as angiospermas estavam insetos, incluindo uma forma da libélula, e a maioria era semelhante aos insetos de hoje.

A extinção do Cretáceo-Paleógeno (K-Pg), anteriormente chamada de extinção do Cretáceo-Terciário (K-T), foi uma extinção em massa, ocorrida há mais ou menos 65,5 milhões de anos, que marca o fim do período Cretáceo (K, abreviação tradicional) e o início do Paleógeno (Pg). Este evento teve um enorme impacto na biodiversidade da Terra e vitimou boa parte dos seres vivos da época, incluindo os dinossauros e outros répteis gigantes.

Jurássico
Jurássico

O registro estratigráfico mostra que o desaparecimento abrupto das espécies que foram extintas coincide com um nível estratigráfico, denominado nível K-Pg, rico em irídio, um elemento químico pouco abundante na Terra e geralmente associado a corpos extraterrestres ou a fenômenos vulcânicos. Diversas teorias tentam explicar a extinção K-T, sendo que a mais aceita atualmente é a que justifica a catástrofe como sendo resultado da colisão de um asteroide com a Terra.