Mosquito fossil ambar
Fóssil de mosquito indica que malária já existia na época dos dinossauros
20/02/2019

A provável origem da malária – uma das doenças mais perigosas do mundo – parece que foi descoberta. Cientistas da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, anunciaram a descoberta de um mosquito de 100 milhões de anos perfeitamente preservado em ambar que pode ter sido o primeiro transmissor da doença.

Segundo os pesquisadores, o mosquito possui muitas semelhanças com os mosquitos Anopheles, responsáveis pela transmissão da malária em diversas partes do mundo. Ele possuí antenas, abdômen, veias de asas e a probóscide, um tipo de boca longa que suga o sangue das “vítimas”.

Esses mosquitos poderiam carregar malária na época, mas essa ainda é uma questão em aberto”, disse George Poinar Jr, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo. Na época, os mosquitos anofelinos provavelmente picavam pássaros, pequenos mamíferos e répteis, já que ainda se alimentam desses grupos hoje, explica.

De acordo com o portal IFLScience, o novo estudo sugere que os mosquitos anofelinos, hoje encontrados em diversas partes do mundo, pode ter começado a se espalhar já em Gondwana, o grande continente que existia a cerca de 200 milhões de anos e era formado pelos territórios onde hoje é o hemisfério sul do planeta.

Com esta descoberta, os cientistas poderão entender melhor a malária e até descobrir novas formas de combatê-las. Hoje, a doença tropical é considerada endêmica em várias partes do mundo e mata mais de 400 mil pessoas a cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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