vulcoes fim dos dinossauros
Novos estudos revelam que asteroide não foi o único causador da extinção dos dinossauros
24/02/2019

A maioria dos paleontologistas e geólogos acreditam que a última grande extinção em massa ocorrida na Terra foi causada pela queda de um asteroide há 66 milhões de anos atrás, na região da península de Iucatã, México. Porém, novas informações acabam de colocar em cheque essa afirmação.

De acordo com dois novos estudos publicado na mais recente edição da revista Science, enormes erupções vulcânicas ocorridas na região onde hoje é a Índia podem ter contribuído para a criação do cataclisma que extinguiu cerca de três quartos de todos os organismos vivos do planeta, inclusive a maioria dos dinossauros.

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Durante aquele período, uma série de erupções vulcânicas estavam ocorrendo na região onde hoje é a Índia. Conhecida como os Derrames de Deccan, essas erupções cobriram de lava cerca de 1,5 milhões de quilômetros quadrados e chegaram a formas rochas de até 2km de espessura. Elas liberavam enormes torrentes de gases nocivos na atmosfera e, como ocorreram bem próximas a queda do asteroide, um estudo chefiado por Courtney Sprain, da Universidade de Liverpool, e outro por Blair Schoene, da Universidade de Princeton, tentam descobrir se esses Derrames tiveram alguma influência ou não na hecatombe que matou os dinossauros.

Os dois estudos utilizaram uma técnica muito parecida, que consistia na analise de certos tipos de átomos radiotivos presentes nas rochas vulcânicas. Esses átomos, com o passar do tempo, perdem suas partículas e se transmutam em outros tipos de átomos, permitindo assim, datar com bastante precisão quanto tempo se passou desde que a rocha se formou. O problema é que, apesar da precisão da técnica, nenhum dos átomos estudados pelas pesquisas permitia a obtenção de um resultado certeiro. Isso porque o átomo escolhido por Sprain não permitia uma “resolução” muito alta, enquanto o utilizado no experimento de Schoene indicou que ele foi formado anos antes ou mesmo anos depois da erupção de lava, o que também torna o resultado incerto.

As pesquisas ainda seguem em curso e novos detalhes serão divulgados em breve. Até o momento, os dois estudos chegaram a seguinte conclusão: enquanto o estudo de Sprain diz que sim, os Derrames de Deccan tiveram influência e ajudaram o meteoro de Yucatán a matar praticamente todas as formas de vida da Terra, o estudo de Schoene chegou à conclusão de que os Derrames aconteceram muitos anos depois da colisão do meteoro, em um momento em que esses seres já estavam todos extintos.

 

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