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Origem

O Sistema Solar (incluindo a Terra) foi formado a partir de uma grande nuvem de poeira e gás chamada nebulosa solar, que órbitava a periferia da Via Lactéa a cerca de 4,57 bilhões de anos atrás. Ela era composta principalmente por hidrogénio e hélio, além de elementos mais pesados oriundos de uma Supernova.

Nebulosa Solar
Disco Proto-planetário

Após uma violenta onda de choque, possivelmente causada pela explosão de uma supernova próxima, a Nebulosa começou a se aquecer e a gravidade combinada com a inércia aplainaram-na em um disco protoplanetário gigantesco com milhões de quilometros de estensão. Em seu centro, a gravidade começou a comprimir os gases, fundindo atomos de hidrogênio e hélio e criando lentamente uma bola de gás densa e superquente que em alguns milhões de anos se tornaria o nosso sol.

O resto de poeira e escombros resultante desse evento começaram a se aglutinar e acabaram formando os planetas, luas, cometas e asteróides. Entre eles, o nosso futuro lar, o Planeta Terra.

Planeta Terra

A Terra foi formada há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, quando o Universo já beirava os 10,7 bilhões de anos e a Via Láctea, já existia há pelo menos 5,7 bilhões de anos.

Assim como ajudou a formar o Sol, a gravidade também foi a responsável por dar o pontapé inicial na formação do nosso futuro lar. O processo de formação se deu da seguinte forma: Após o surgimento do Sol, os restos de poeira e gás que sobraram começaram a se aglutinar em escala atômica formando partículas de tamanho micrométrico.

Durante milhões de anos, essas particulas se uniram criando blocos rochosos cada vez maiores. A Terra, assim como os outros 3 planetas rochosos que compõem o sistema solar interior surgiu a partir de um desses blocos que, após atingirem cerca de 800 Km de estensão, adiquiriram gravidade suficiente para se sustentar e acabaram se comprimindo numa enorme esféra.

Essa esféra tinha tanta gravidade que atraia para si materiais cada vez maiores. Esses materiais colidiam incessantemente com o proto-planeta, aumentando lentamente sua massa e aquecendo-o a ponto de torná-lo uma verdadeira bola de fogo. Novamente, a gravidade começa a agir e lentamente separa os materiais mais levez dos mais pesados.

O mais pesados, formados praticamente por metais, afundam para o centro do planeta em crescimento, formando um núcelo denso, enquanto os mais leves formam uma crosta na superfície.

Planeta Terra

Durante milhões de anos, o planeta segue atraindo mais e mais materiais e aumentando sua massa. Grande parte desses materiais são cometas e asteróides repletos de água em seu interior. Ao atingir o planeta, esses detritos liberam água na superficie e lentamente resfriam o planeta, criando os oceanos e preparando o terreno para o surgimento das primeiras formas de vida.

A Lua, nosso principal satélite natural, foi formada após a colisão de um enorme corpo celeste com a jovem Terra em Formação. O "objeto", chamado Theia, tinha o tamanho aproximado do Planeta Marte e colidiu com a Terra a milhões de quilômetros por hora. O impacto lançou bilhões de material no espaço, o qual acabou se aglutinando formando a nossa Lua.

Lua

No inicio ela orbitava a Terra a 24 mil quilometros de distância, tão perto que se estivéssemos lá, veríamos suas enormes crateras com mais clareza a olho nú. Mas felizmente, essa distância ajudou a frear o Planeta Terra, que naquela época girava tão rápido que os dias duravam apenas 6 horas. Hoje, a Lua está a cerca de 384.400 Km de distância de nós e os dias tem 24 horas.

Quando o planeta Terra se formou, não passava de uma bola ardente, bombardeada por relâmpagos e meteoritos. Ela fervilhava com lava em fusão e estava rodeada por gases vulcânicos muito tóxicos. Após alguns milhões de anos, a superfície lentamente começou a esfriar e chuvas intermináveis acabaram formando os oceanos.

Primeiros Oceanos
Chaminé Hidrotermal

No fundo dos oceanos, havia uma série de vulcões ativos espelindo material do interior do planeta. Esses "vulcões", chamados de chaminés hidrotermais, lançam para o mar uma série de compostos químicos, incluindo alguns que contêm hidrogênio, enxofre, níquel e ferro.

Esses elementos, combinados com a pressão, altas temperaturas e outro evento ainda desconhecido, propiciaram condições químicas suficientes para formar uma "sopa primordial", a qual continha átomos de carbono.

Origem da Vida
Planeta Terra

Essa sopa alcançou a superficie dos oceanos. Na superfície, a atmosféra da Terra ainda não continha oxigénio, mas era rica em nitrogênio, amônia, hidrogênio e metano. Vulcões ainda dominavam a superficie e produziam enormes descargas eletricas. Essas descargas atingiam constantemente essa sopa primordial, que combinada com a atmosfera rica em hidrogênio (H), oxigênio (O) e nitrogênio (N), começou a se combinar criando uma nova substância, os aminoácidos.

Lentamente, esses aminoácidos se combinaram com outras moléculas e com o tempo, uma série de fenômenos ainda não compreendidos totalmente fizeram esses compostos se organizarem em estruturas cada vez mais complexas, as quais deram origem as primeiras formas de vida do planeta.

Estrutura Aminoácido
Aleksandr Oparin

Essa teoria de criação foi proposta pelo biólogo soviético Aleksandr Oparin em 1924. Ele propôs a teoria da origem da vida na Terra através da transformação ocorrida pela evolução química gradual de moléculas de carbono presentes na sopa primordial.

Essa teoria foi testada em 1953 por dois cientistas americanos, Stanley L. Miller e Harold C. Urey da Universidade de Chicago, que simularam em laboratório as condições apresentadas na teoria de Oparin.

Miller e Urey
Experiência de Miller e Urey

A experiência de Miller consistiu basicamente em simular as condições da Terra primitiva postuladas por Oparin. Para isso, criou-se um sistema fechado, sem oxigênio gasoso, onde inseriu os principais gases atmosféricos, tais como hidrogênio, amônia, metano, além de vapor d'água. Através de descargas elétricas, e ciclos de aquecimento e condensação de água, obteve após algum tempo, diversas moléculas orgânicas (aminoácidos). Deste modo, conseguiu-se demonstrar experimentalmente que seria possível aparecerem moléculas orgânicas através de reações químicas na atmosfera utilizando compostos que poderiam estar nela presentes. Estas moléculas orgânicas são indispensáveis para o surgimento da vida.

Reanálises publicadas em outubro de 2008 do material original da experiência, mostraram a presença de 22 aminoácidos ao contrário dos 5 publicados no artigo original. Ela provou que estas moléculas orgânicas específicas podem ser sintetizadas de reagentes inorgânicos atmosféricos, comprovando assim, a hipótese da vida heterotrófica e a teoria de Aleksandr Oparin, a qual afirma que os seres vivos se desenvolveram a partir de substâncias inorgânicas que surgiram a milhões de anos atrás no fundo dos oceanos primitivos.

Oceano Primitivo