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Período Triássico

O período Triássico foi o primeiro período da era Mesozóica e localiza-se entre 251 e 199 milhões de anos atrás. Foi nomeado em 1834 na Alemanha por Friedrich Von Alberti após analizar três camadas de rochas distintas. Durou cerca de 50 milhões de anos e foi marcado por mudanças climáticas radicais e extinções massivas de espécies.

Friedri Von Alberti
Postosuchus

É no período Triássico que surgem os primeiros dinossauros ao lado de répteis voadores, denominados pterossauros. Nesse período, a vida terrestre passa por intensa diversificação tanto na fauna, como na flora e começa o fenômeno da divisão do supercontinente Pangeia.

Durante o Triássico, quase toda a massa de terra do planeta foi concentrada em um único supercontinente centrado mais ou menos na linha do equador, chamado Pangeia ("todas as terras"). Ao leste de Pangaea estava o mar de Tétis. Ali existia o oceano PaleoTétis, um oceano que existiu durante a era Paleozoica. As margens restantes foram cercadas pelo imenso oceano conhecido como Pantalassa ("todo o mar"). Todos os sedimentos do fundo do mar estabelecidas durante o Triássico desapareceram através de subducção das placas oceânicas, assim, muito pouco se sabe sobre o oceano aberto do Triássico.

Pangeia
Coelopysis

O supercontinente Pangea foi rifteado durante o Triássico, especialmente no final do período, quando ainda não havia começado a separação. Os sedimentos não marinhos das primeiras fendas que marcaram a primeira ruptura de Pangeia, que separou New Jersey do Marrocos, são da idade Triássico Superior. Nos EUA, estes sedimentos grossos compõem o grupo Newark. Devido ao litoral limitado do super-continente, depósitos marinhos do Triássico são relativamente raros, apesar de sua proeminência na Europa Ocidental, onde o Triássico foi estudado. Na América do Norte, depósitos marinhos são limitados a algumas exposições no oeste. Assim a estratigrafia do Triássico se baseia principalmente em organismos que viveram em lagoas e ambientes hipersalinos, como os crustáceos Estheria.

No Triássico o clima era muito mais quente e seco do que atualmente. A temperatura média do planeta era quase o dobro da atual e isso favoreceu o aparecimento das formações de arenito e evaporito.

Triássico
Triássico Clima

Como havia um unico supercontinente no planeta - Pangéia - o clima era bem definido por conta da influência dos mares que cercava a única porção de terra existente. Por se tratar de um continente muito extenso e envolto por água por todos os lados, a temperatura nas regiões litorâneas eram mais amenas do que no interior da Pangéia. Quanto mais se interiorizava no continente, mais seco e quente se tornava o clima, até ocorrer a formação de desertos.

No final do período, o clima começou a mudar em decorrência da fragmentação de Pangéia. A temperatura começou a cair mais ainda assim, não hove condições glaciais nos pólos do planeta. O clima nessa região se aproximava de uma condição úmida e temperada, e havia enormes florestas por todos os lados.

Polos Triássico

A extinção do Permiano-Triássico devastou a vida terrestre. A biodiversidade se recuperou lentamente e a complexa diversidade levou 30 milhões de anos para se restabelecer.

Jurássico
Jurássico

Os anfíbios Temnospondyli estão entre os grupos que sobreviveram à extinção do Permiano-Triássico, algumas linhagens (por exemplo trematossauros) tiveram uma vida breve no Triássico Inferior, enquanto outros (por exemplo, capitossauros) mantiveram-se bem sucedidos durante todo o período. Outros, apenas ganharam destaque no final do Triássico (plagiossauros um exemplo de metopossauros). Os primeiros anfíbios Lissanfíbios, caracterizados pelas rãs, são conhecidos desde o Triássico inferior, mas o grupo só se tornou comum no Jurássico, quando os temnospondylis se tornaram muito raros.

Répteis Archosauromorphas, progressivamente substituíram os sinapsídeos que dominavam no Permiano, embora o Cynognathus fosse o principal predador do Triássico inferior (Olenekiano e Anisiano) em Gondwana. Os dicinodontes Kannemeyeriidae e os cinodontes gomphodontes permaneceram como importantes herbívoros durante grande parte do período. Até o final do Triássico, os sinapsídeos tiveram um papel pequeno. Durante o Carniano, os cinodontes tiveram alguns avançados que deram origem aos primeiros mamíferos (Brasilitherium e Brasilodon). O Ornithodira, que até então era um grupo pequeno e insignificante, evoluiu para os pterossauros e uma variedade dos dinossauros. O Crurotarsi foi um outro clado de dinossauros importantes, que no final do Triássico alcançou grande diversidade, junto com vários outros grupos, incluindo os phytossauros, aetossauros, várias linhagens distintas de Rauisuchia e os primeiros crocodilos (o Sphenosuchia).

Jurássico
Jurássico

Durante o Período Triássico a flora terrestre era formada basicamente por lycophytes, glossopterídeas e espermatófitas (plantas com sementes), como cicadáceas e coníferas que tornaram-se dominantes.

Jurássico
Jurássico

Em terra, os resquícios de vegetação que encontramos no Triássico são de Licófitas que viveram do Devoniano ao Triássico. Seu auge foi no Carbonífero. Atingem cerca de 30 a 40 metros de altura e as cicas surgem nesta época. Possuem muita lignina. Os herbívoros tinham uma série de pedras no estômago, os gastrólitos, para ajudar a digerir a celulose. Nas florestas, prosperavam samambaias, ginkgos e coníferas. Estas últimas vão dominar boa parte do mesozoico, pois eram melhores adaptadas à intensa variação de temperatura.

O período Triássico terminou com uma extinção em massa que foi particularmente grave nos oceanos. Os conodontes desapareceram juntamente com quase todos os répteis marinhos, exceto os ictiossauros e os plesiossauros.

Triássico Extinção
Triássico

Embora o evento de extinção não tenha sido igualmente devastador em todos os ecossistemas terrestres, vários clados importantes de Crurotarsis desapareceram, como também grandes anfíbios Labirintodonte, grupos de pequenos répteis e alguns sinapsídeos (exceto os proto-mamíferos). Alguns dos primeiros dinossauros primitivos também foram extintos, mas outros conseguiram sobreviver e continuaram sua evolução no Jurássico.

Não se sabe com certeza o que causou a extinção no Triássico Superior, mas ela foi acompanhada por enormes erupções vulcânicas que ocorreram quando o supercontinente Pangeia começou a se partir entre 202 e 191 milhões de anos atrás, formando o Centro Atlântico Magmático, um dos maiores eventos vulcânicos conhecidos e que resultou na estabilização e esfriamento do planeta.

Extinção do Triássico